O.K., os dinossauros tinham penas, pelo menos alguns deles, e eram mesmo aparentados com as aves. E de que cor eram as penas deles? Ninguém sabia de que cores se pintavam estes bichos, mas agora fósseis descobertos na China revelam pela primeira vez os padrões do casaco de penas de duas espécies.
O terópode “Sinosauropteryx”, um pequeno dinossauro bípede que vivia há cerca de 125 milhões de anos, tinha anéis alternados de laranja e branco, até à cauda, e a ave primitiva “Confuciusornis” tinha manchqas de branco, vermelho e castanho alaranjado ao longo do corpo. Os cientistas, que relatam esta descoberta na revista “Nature”, chegaram a estas conclusões estudando dois tipos de melanosomas, organelos de cor que estão no interior da estrutura das penas e do cabelo nas modernas aves e mamíferos, e são responsáveis pelos tons de negro, cinzento e as várias paletas de laranja e castanho.
Estas melanosomas foram descobertos em penas de numerosos fósseis de aves e dinossauros encontrados na China – onde se encontram jazidas preservadas em excelentes condições e se fizeram descobertas muito importantes para ajudar a compreender a história dos dinossauros. (mais…)
Dinossauros tinham penas laranja, pretas e brancas 29/01/2010
Descoberto novo verme marinho em Portugal 29/01/2010
Adília Pires apanhou-o num dos braços principais da ria de Aveiro – o canal de Mira – e levou-o para o laboratório. Uma vez aí, esta bióloga e os seus orientadores de doutoramento, Ana Maria Rodrigues e Vítor Quintino, puseram-se a analisá-lo. Perceberam que tinham em mãos uma nova espécie de verme marinho, e agora esta equipa de biólogos da Universidade de Aveiro acaba de apresentá-lo ao mundo.
De cor acastanhada, o verme tem à volta de seis centímetros de comprimento. Cinco antenas, com umas riscas azuis, servem de órgãos sensoriais, que detectam substâncias químicas no ambiente e funcionam também como sensores tácteis. Ao longo de parte do corpo, apresenta o que se assemelha a árvores e que, na realidade, são os órgãos de respiração (as brânquias). Até há pouco tempo, apenas se conhecia um primo deste verme marinho na Europa, o Diopatra neapolitana, identificado em meados do século XIX. Na ria de Aveiro e noutras lagoas e estuários portugueses e europeus, o Diopatra neapolitana é conhecido pelo seu interesse económico, pois é vendido como isco na pesca. Também desempenha um papel ecológico importante: “Faz parte de uma cadeia alimentar. Aves, peixes e outros animais comem-no”, explica Ana Maria Rodrigues. Na zona da ria de Aveiro, chamam-lhe “casulo”, por uma simples razão: “Constrói um tubo e vive lá dentro. É a casinha dele”, diz Ana Maria Rodrigues. (mais…)
Fóssil comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique 29/01/2010
Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique, no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com 250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para aparecerem os primeiros dinossauros.
Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo, o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país”, conta Ricardo Araújo. (mais…)
Primeiros animais de quatro patas 26/01/2010
As pistas foram descobertas no sul da Polónia. Pegadas que se estendem por mais de dois metros, de patas dianteiras e traseiras, datadas de há 395 milhões de anos, podem ser a prova de que os primeiros animais com quatro patas chegaram 18 milhões de anos antes do que se pensava. A descoberta é publicada na edição desta semana da revista “Nature”.
Para que se tenha uma ideia do tempo em que estes animais de quatro patas viveram, o diário espanhol “El País” dá uma referência: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos. E os primeiros hominídeos chegaram há cinco milhões. Isto leva Grzegorz Niedzwiedzki, da Universidade de Varsóvia a defender que a ciência deveria repensar que a transição da locomoção dos primeiros animais do arrastamento para as quatro patas aconteceu muito antes. E isso revoluciona tudo o que se sabe sobre a ecologia e as condições ambientais desta transição. (mais…)
Uma Arma Contra Bactéria Resistente a Antibióticos 25/01/2010
Faz lembrar a medicina mágica do Star Trek, mas é bem real: uma equipa internacional, com cientistas portugueses, desenvolveu um método para fazer o retrato genético completo das bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (as temidas bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, contraídas em meio hospitalar, conhecidas pela sigla MRSA).
Consegue-se identificar não só a história da epidemia, os saltos que as bactérias deram entre continentes, como a viagem que fazem de pessoa para pessoa, de enfermaria para enfermaria.
O trabalho é relatado hoje, na revista Science, e tem na verdade duas partes. Uma tem por base a biblioteca de amostras de MRSA do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras, explicam Hermínia de Lencastre e Susana Gardete, co-autoras do estudo, a partir de Nova Iorque, da Universidade Rockefeller, a sua outra filiação. (mais…)
Materiais interessantes sobre a Evolução 15/12/2009
Cá estão alguns materiais muito interessantes sobre a Unidade 7 – Evolução.
1º - O site português dedicado a Charles Darwin: Darwin 2009
2º – Um dos muitos, exercícios do site Netexplica: Do Fixismo ao Evolucionismo
3º – As apresentações do site Netexplica: Argumentos evolucionismo; Lamarkismo; Darwinismo; Lamark vs Darwin; Neodarwinismo
Neodarwinismo – Fichas de Apoio Teórico 15/12/2009
Teoria evolucionista, também conhecida por teoria sintética da evolução, proposta em 1942 por Mayr, Simpson e Dobzhansky, segundo a qual a evolução dos seres vivos pode ser explicada tendo em conta duas ideias fundamentais: a variabilidade genética e a selecção natural.
O neodarwinismo tem por base o darwinismo e dados provenientes do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. É uma síntese da genética mendeliana, da genética das populações, da paleontologia e da sistemática, integrando a ideia de selecção natural proposta por Darwin. Integra, ainda, a noção de evolução descontínua, com base na descoberta dos genes homeóticos, que permitem explicar que uma única mutação pode ter efeitos consideráveis sobre o genótipo.
As populações de seres vivos são consideradas, no neodarwinismo, unidades evolutivas que apresentam variabilidade genética sobre a qual actua a selecção natural.
Cá estão mais duas Fichas de Apoio Teórico sobre os mecanismos da evolução, para o vosso portefólio.
Podem obtê-las aqui: Ficha Teórico Nº4 e Ficha Teórico Nº5
Do Fixismo ao Evolucionismo 05/12/2009
No século XVIII, antes de Darwin ter nascido, a maioria das pessoas aceitava algumas ideias sobre o mundo natural que eram o reflexo de uma visão do mundo que atribuía uma origem divina à Natureza, tal como se apresenta narrada na Bíblia. Defendia-se, portanto, uma concepção estática do mundo.
Até chegarmos a Darwin, o estudo da Natureza teve que percorrer um longo caminho, não isento de polémicas que, no seu tempo, se apoiavam em crenças consideradas como verdades absolutas.
Visões opostas sobre as diferentes formas de vida: do fixismo ao evolucionismo
Durante séculos, admitiu-se que as espécies não estavam ligadas numa única “árvore genealógica”. Assim, as espécies não estavam relacionadas, não tinham um parentesco comum, permaneciam imutáveis ao longo do tempo – fixismo.
Como corrente de pensamento e como hipótese científica o fixismo baseou-se na interpretação literal das escrituras – noção Bíblica sobre a “estabilidade das espécies”. (mais…)
A Árvore da Vida – Charles Darwin and the Tree of Life 20/11/2009

Publicada em 1859, A Origem das espécies, de Charles Darwin, foi uma pedrada no charco. Abalou consciências, modificou pensamentos, consagrou os princípios universais da competição entre as espécies e da selecção natural.
A ciência desferira um rude golpe na teoria criacionista, sendo por isso alvo de duras críticas que perduraram até à actualidade, se recordarmos que em alguns estados dos Estados Unidos a teoria evolucionista ainda é proibida.
Neste documentário com o nome em Português de Charles Darwin e a Árvore da Vida, viajamos na companhia de Sir David Attenborough na tentativa de seguir o pensamento de Charles Darwin aquando da criação da sua teoria da evolução.
Explorando de uma forma simples e concisa os pilares fundamentais que levaram Darwin a criar e a fundamentar as suas ideias, com base em tudo o que viu e descobriu a bordo do HMS Beagle e posteriormente em sua casa enquanto formulava as suas ideias e remexia no pensamento humano.
Desde uma explicação simples em como foi possível através da evolução a criação do olho, passando por todos os estágios evolutivos, através do olho mais simples que apenas distingue o dia da noite, ao olho mais evoluído com visão periscópica, e discernimento perfeito das cores, até à passagem dos repteis para aves através do famoso fóssil de archaeopteryx. Tudo com exemplificações de animais que existem actualmente e que provam que a evolução não se trata apenas de uma teoria mas um completo FACTO!
Curiosidade: A imagem de cima, tem uma história curiosa, é mesmo Darwin, a foto foi composta com base em duas tiradas em 1881, e foi-lhe adicionada a mão através de Photoshop ou outro programa similar.
A imagem é do cartaz da exposição oficial do Natural History Museum, em comemoração dos 200 anos do nascimento de Darwin.
Na versão oficial a foto vem com a frase: “Se tivesse uma ideia que abalaria a sociedade, guardaria-a para si próprio?”







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