Sistema Nervoso 02/03/2010
Cá estão as apresentações sobre o Sistema Nervoso para vocês:
Stress Crónico: O cérebro responde e procura a rotina 31/07/2009
Artigo publicado hoje na Science
A exposição a stress crónico expande umas regiões do cérebro e atrofia outras, mostra o estudo .
“O que se percebeu é que, durante a exposição crónica a stress (ou seja, durante algum tempo), há mudanças estruturais no nosso cérebro”, resume Rui Costa, um dos autores do artigo publicado hoje na Science e coordenador do departamento de Neurobiologia da Acção da Fundação Champalimaud.
A equipa de neurocientistas estudou três regiões cerebrais que nunca antes tinham sido exploradas nesta associação entre o stress crónico e o processo de tomada de decisão. Procuraram os efeitos no estriado medial e no córtex pré-frontal (associados a comportamentos intencionais) e no estriado lateral (relacionado com os hábitos e comportamentos de rotina). E, segundo explica Rui Costa, nos nossos neurónios que parecem árvores cheias de ramos o stress crónico decepou galhos nas duas regiões ligadas aos comportamentos intencionais e fez nascer novos ramos no campo cerebral da rotina. Na luta de equilíbrios, a rotina parece sair vencedora. E, assim, carregamos no segundo andar de um qualquer elevador. (mais…)
Curiosidade 11/03/2009
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem das Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia correctamente o que está escrito.
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Sistema Nervoso 10/03/2009
| Cientistas suecos, em Novembro passado, descobriram que o encéfalo humano de um adulto é capaz de produzir neurónios, a partir de células totipotentes, em pelo menos numa área, no hipocampo (área de grande importância ao nível da memória e da aprendizagem). Assim, o encéfalo humano, que se repara tão pobremente por si próprio, pode na realidade exibir um grande potencial de regeneração desde que os investigadores aprendam a induzir a actividade das células totipotentes noutras áreas cerebrais.O processo de produção de neurónios consiste, primeiro, na divisão de células indiferenciadas totipotentes da camada de células granulosas do hipocampo. Seguidamente, algumas das células resultantes migram profundamente na camada de células granulosas e, então, algumas das células migradoras diferenciam-se em neurónios granulosos. Este processo de neurogénese ocorre ao longo da vida de um indivíduo no hipocampo e a esperança dos investigadores é conseguirem estimular o processo noutras partes do sistema nervoso. Este processo poderá revelar-se uma alternativa vantajoso, em medicina, comparativamente aos implantes.
Scientific American. Maio de 1999. |
Cientis Diário de Notícias, 20 Maio de 1999. |
A Seratonina 18/02/2009



A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre as células do cérebro (neurónios). Ela é quimicamente representada pela 5-hidroxitriptamina (5-HT), sendo também frequentemente designada por este nome.
Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio que rodeia o ser humano, e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Apesar de serem poucos os neurónios no nosso cérebro com capacidade para produzir e libertar serotonina, existe um grande número de células que detectam esse neurotransmissor. Desse modo, a serotonina desempenha um importante papel no funcionamento do nosso sistema nervoso e existem numerosas patologias relacionadas com alterações na atividade desse neurotransmissor.

A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da libertação de algumass hormonas e a regulação do ritmo cardíaco, do sono e do apetite, entre outras. Diversos fármacos que controlam a acção da serotonina como neurotransmissor são actualmente utilizados, ou estão a ser testados, em patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca e esquizofrenia, entre outras. Drogas como o “ecstasy” e o LSD “mimetizam” alguns dos efeitos da serotonina em algumas células alvo.
Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve-se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurónios, como no caso de medicamentos à base de fluoxetina, ocasionando uma maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sinaptica. Um certo número de alimentos, como banana, tomate, chocolate são ricos no precursor da serotonina, o triptofano.Outras acções como relações sexuais e apanhar sol fazem liberar serotonina.
Sentir borboletas na barriga 12/02/2009
Como se explicam algumas sensações que descrevem os apaixonados
A primeira vez que o Mário conheceu Diana ficou irreconhecível. Suou, sentiu um friozinho no estômago, borboletas na barriga, e ainda por cima, os batimentos cardíacos aceleraram.
O Mário que não se assuste porque são reacções naturais do sistema nervoso, ainda que involuntárias. O que ele não deve saber é que no aparelho digestivo se alojam muitas celúlas nervosas.
O professor da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, João Bessa, associa estas reacções à noção de paixão: “É um sentimento mais ligado a emoções básicas, enquanto o amor é um conceito mais vasto que engloba a formação de laços afectivos “.
A manifestação de emoções exteriores, como as referidas em cima, está associada à actuação do sistema nervoso autónomo.
“É a sua dimensão emocional, involuntária e não controlada que gera alterações físicas como o aumento do ritmo cardíaco, ou da tensão arterial; a pele fria e suada”.
Junte-se a dimensão cognitiva e podemos ter uma explicação: “Quando nos apaixonamos, o pensamento gira à volta do objecto do nosso interesse. No entanto, quando este tipo de pensamento se torna patológico, entramos no domínio das obsessões”.
João Bessa explica ainda que “a reactividade emocional varia de pessoa para pessoa e tem a ver com múltiplas características: a personalidade, o desenvolvimento pessoal e físico, o enquadramento familiar, social e laboral”.
A verdade é que as emoções são importantes “mecanismos de adaptação e mesmo de sobrevivência”, havendo uma função biológica “associada a esta necessidade de ligação aos outros”.
O professor universitário descansa os leitores: “Não há nenhum mecanismo para controlar estas emoções, que são involuntárias.
Não podemos fazer nada contra isso”. João Bessa acrescenta ainda que “há pessoas com maior sensibilidade para as alterações corporais induzidas pelas emoções do que outras que têm menor capacidade para interpretar as suas emoções”.
Um friozinhono estômago como reacção nervosa
A sensação é no mínimo estranha. Parece que o nosso estômago está “possuído” por borboletas, segundo uns. Ou é atravessado por um “friozinho”. Há uma explicação física do organismo para explicar esse estado.
Resulta da “activação do componente simpático do sistema nervoso autónomo no sistema digestivo que provoca estas sensações, ao qual se contrapõe o sistema parassimpático que tem acções contrárias”, explica ainda João Bessa.
Sabia que… Humor empurra paixão
Se está sempre bem-disposto fique a saber que a sua capacidade para se apaixonar pode ser maior do que aqueles leitores com uma disposição mais depressiva.
“Uma tonalidade do humor mais depressiva ou mais eufórica pode ser importante na criação de um relacionamento”, diz o professor universitário João Bessa. Por isso, às vezes, as primeiras impressões podem não ser as mais verdadeiras.
A caminho de uma explicação biológica está a noção de mono e de poligamia. “Estudos neurobiológicos recentes têm implicado a expressão de duas hormonas em diferentes regiões cerebrais na formação de relações afectivas estáveis e duradouras.”
Sabia que… Um arrepio na pele
“Dás-me um arrepio na pele” é uma das mais famosas frases de um das mais conhecidas canções de Marco Paulo. “Taras e Manias”, o tema em acusa, à parte, esta reacção volta a ter o sistema nervoso autónomo como responsável.
Mas quem está à espera de controlar ou treinar este tipo de emoções tire o cavalinho da chuva, explica o professor de Ciências da Saúde.
“Em princípio, não podemos treinar o sistema nervoso autónomo, mas há pessoas, por exemplo, que conseguem enganar os polígrafos. Mas isto exige um treino especializado porque é muito difícil enganar o sistema nervoso autónomo”.
In Jornal de Notícias a 11/02/09
tas londrinos conseguiram produzir os primeiros nervos artificiais que estarão aptos a poderem ser implantados dentro de dois anos em indivíduos acidentados. Estes tubos de polímero, com cerca de 1 mm de diâmetro, poderão constituir a «ponte» entre os nervos saudáveis e os que foram danificados. A técnica envolve, juntamente com a implantação dos nervos artificiais, a injecção de células geneticamente modificadas para expressarem o Factor de Crescimento, pequenas proteínas que induzem as fibras nervosas a crescerem ao longo do tubo e a estabelecerem as ligações com os nervos na sua periferia.
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