O coala foi classificado nesta segunda-feira como uma das espécies a proteger em várias regiões da Austrália, onde a sua sobrevivência está ameaçada pela urbanização, atropelamentos ou doenças, anunciou o Governo.
As populações de coalas (Phascolarctos cinereus) das províncias de Nova Gales do Sul, Queensland e da região em redor da capital, Camberra, foram classificadas entre as espécies “vulneráveis”. Esta é a categoria inferior à categoria “em perigo”, segundo a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Segundo a estação australiana ABC, as populações de coalas das duas primeiras regiões registaram reduções de 40% nos últimos 20 anos; hoje já não existem coalas em estado selvagem perto de Camberra.
“O coala é o símbolo da Austrália e tem um lugar especial no nosso país”, disse o ministro do Ambiente, Tony Burke. O Governo anunciou ainda a criação de um fundo para apoiar investigações sobre o habitat do animal.
O pequeno marsupial, espécie endémica australiana, está a sofrer com a redução do seu habitat nas regiões mais densamente povoadas, segundo um relatório oficial de 2011. Antes da chegada dos colonos britânicos, em 1788, eram vários milhões os coalas a viver na Austrália. Mas, nos anos 1920, foram mortos pelo seu pêlo e as populações diminuíram drasticamente, especialmente nas regiões do Sul. A indignação popular pôs fim à carnificina. Mas a urbanização do país tornou-se uma nova ameaça. Hoje deverão existir apenas 40.000 coalas.
Ainda assim, nas províncias de Victória e Austrália do Sul, as populações são consideradas excessivas e “devem ser controladas”, disse Tony Burke.
30.04.2012 Público

Artigo publicado na “Science”
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