O complexo genoma do milho, que tem mais genes do que o dos seres humanos (32 mil, quando o do homem ronda os 20 mil) acaba de ser sequenciado. Os resultados são hoje publicados na revista “Science” e em duas outras revistas científicas e podem ajudar a enteder a complicada história de um dos cereais mais cultivados.
O genoma do milho tem 2,3 mil milhões de pares de bases químicas que formam as cadeias de ADN, quando o dos humanos têm 2,9 mil milhões. Mas tem apenas dez cromossomas, em vez dos 23 dos seres humanos.
Cerca de 85 por cento dos segmentos de ADN do milho estão repetidos em diferentes pontos do genoma, o que complica o trabalho de sequenciação, sublinham os cientistas. “Sequenciar o genoma do milho foi como guiar por uma estrada sem nada à volta durante muitos quilómetros, avistando apenas postes de sinalização muito esporadicamente”, comentou Sandra Clifton, da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), a instituição que coordenou os esforços das várias equipas norte-americanas que participaram neste trabalho, publicado ainda nas revistas “Proceedings of the National Academy of Sciences” e Public Library of Science – Genetics”. (mais…)
Genoma do milho revela que tem mais genes do que um ser humano 23/11/2009
Investigadores portugueses caracterizam genoma do mexilhão das fontes hidrotermais 28/10/2009
Investigadores portugueses conseguiram fazer a primeira caracterização a nível mundial do genoma (transcriptoma) do mexilhão das fontes hidrotermais, permitindo criar a primeira base de dados sobre os genes deste animal, que vive no mar profundo.
“A criação desta base de dados, a primeira a nível mundial, é um grande salto evolutivo na investigação porque vai permitir perceber os mecanismos de adaptação do animal a condições extremas de sobrevivência”, afirmou o investigador Raul Bettencourt, em declarações à Lusa.
Os genes deste mexilhão foram identificados e caracterizados num trabalho que é o primeiro no mundo de sequenciação do genoma de um animal das fontes hidrotermais de ambiente marinho profundo, além de ser o primeiro em Portugal realizado num invertebrado. (mais…)
Investigadores portugueses caracterizam genoma inédito 21/10/2009
Investigadores portugueses conseguiram fazer a primeira caracterização a nível mundial do genoma (transcriptoma) do mexilhão das fontes hidrotermais, permitindo criar a primeira base de dados sobre os genes deste animal, que vive no mar profundo.
«A criação desta base de dados, a primeira a nível mundial, é um grande salto evolutivo na investigação porque vai permitir perceber os mecanismos de adaptação do animal a condições extremas de sobrevivência», afirmou o investigador Raul Bettencourt, citado pela Lusa.
A investigação desenvolvida pelo Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores permitiu a aquisição de novos conhecimentos que podem vir a ter aplicação em áreas como a biotecnologia ou a medicina.
Em causa está a possível descoberta de genes com elevado valor biotecnológico ou de proteínas com propriedades anti-microbianas, que são utilizadas pelo animal para se defender dos microorganismos do meio ambiente em que vive.
No centro das atenções dos investigadores está o Bathymodiolus azoricus, um mexilhão que vive no campo hidrotermal Lucky Strike, a cerca de 1.700 metros de profundidade, na região da crista médio-atlântica, a 200 milhas a sudoeste do Faial. (mais…)
Investigadores transferiram genoma alterado entre duas espécies de bactérias 24/08/2009
Biologia sintética
Pôr as bactérias a trabalhar para nós é um dos grandes objectivos da biotecnologia. Investigadores do Instituto Craig Venter, em Maryland, deram mais um passo nesse sentido, ao conseguirem transplantar um genoma modificado de uma bactéria para outra, e esperam usar esta técnica para criar micróbios completamente sintéticos.21.08.2009 - PÚBLICO/ Reuters
Desde a produção de novas vacinas até à limpeza de resíduos tóxicos, há toda uma panóplia de trabalhos reservados para estes seres microscópicos, à medida que se consegue mexer cada vez mais na sua estrutura genética.
O artigo publicado hoje na revista “Science” descreve o que equipa de Carole Lartigue fez: retirou o genoma completo de uma bactéria, inseriu-o em leveduras – um óptimo modelo para se fazer experiências em biologia– alterou-lhe geneticamente o genoma. Finalmente, voltou a transplantá-lo para outra espécie de bactéria. (mais…)
Estudo: Alguns vírus cancerígenos mudam geneticamente 11/02/2009
Estas alterações epigenéticas também podem estar presentes nos vírus como o da sida ou o da gripe, assinala o estudo.
O objectivo da investigação é esclarecer porque é que algumas pessoas portadoras de virus oncogénicos os eliminam, outras progridem para uma infecção e outros portadores acabam por desenvolver um tumor canceroso, e ainda ver que modificações no genoma estão implicadas neste processo.
Para o estudo fez-se uma mapa completo da metilação do ADN, um tipo específico de modificação química do material genético a partir de vários tipos de vírus relacionados com tumores, no que é a primeira análise completa que se faz do epigenoma de um ser vivo completo, como é um vírus.
O estado de metilação de alguns genes pode ser usado como um marcador do desenvolvimento dos tumores e para decifrar as complexas regras que determinam que tipo de genes podem ser metilados (alterados) durante a génese de um tipo de cancro, o que pode ser muito útil para se fazer um diagnóstico precoce.
Ao comparar o metiloma em portadores assintomáticos do vírus, em pacientes com uma infecção activa e em pacientes que estão a desenvolver um cancro, os investigadores viram que nos primeiros não está metilado, que ao desenvolver-se uma infecção começa a metilar, e que ao ter um tumor, o genoma do vírus está muito metilado.
Perante estes resultados, concluíram que a metilação é um mecanismo que usa o vírus para esconder-se do organismo, o que lhe permite perpetuar-se nas células.
In Diário Digital a terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

