BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Primeiro genoma de um animal descodificado em Portugal 22/10/2010

Pela primeira vez, uma equipa de investigadores portugueses sequenciou por completo o genoma de um animal. O protagonista é uma espécie de mosca-da-fruta – a “Drosophila americana” –, que neste caso apresenta grandes variações na sua longevidade, o que a torna um excelente modelo para estudos genéticos sobre esta questão numa época em que muitos países se confrontam com o envelhecimento da população.

Até ao momento, 12 espécies de moscas-da-fruta tiveram o genoma descodificado, incluindo a mais famosa de todas, a “Drosophila melanogaster”, um dos modelos muito utilizados em investigação genética. Agora, a equipa portuguesa, coordenada pelo geneticista Jorge Vieira, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, sequenciou pela primeira vez o genoma da “Drosophila americana” (que não encontra no território português). (mais…)

 

A Espécie Conhecida com mais ADN é uma Planta Japonesa 08/10/2010

A Paris japonica é uma planta para o jardineiro paciente. Para obter um exemplar com 80 centímetros, é preciso um ambiente húmido, sem sol directo, com muitos nutrientes e uma paciência de santo – depois de plantada, o caule pode demorar até quatro anos a despontar. A planta é exigente e isso pode estar associado aos 152,23 picogramas (um picograma é um bilionésimo de um grama) de ADN que cada célula tem. Uma quantidade enorme, 50 vezes maior do que cada célula humana carrega, que é apenas de três picogramas.

“Algumas pessoas podem questionar-se que consequência tem um genoma tão grande e se realmente importa uma espécie ter mais ADN do que outra”, disse Ilia Leitch, investigadora do jardim de Londres Kew Gardens. “A resposta é um ‘sim’ – um grande genoma aumenta o risco de extinção”, disse. (mais…)

 

DNA 06/10/2010

Filed under: 11ºAno — Prof. Cristina Vitória @ 7:03 pm
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As probabilidades estão do lado de Darwin 27/05/2010

A vida tem um antepassado comum? Sim. Dizem a teoria da evolução no século XIX, a genética do século XX e a estatística de hoje.

Há poucos dias Craig Venter mostrou ter sintetizado um genoma artificial, que foi introduzido dentro de uma célula bacteriana, e foi capaz de desencadear o movimento da vida. Bravo. Mas o código genético que utilizou não foi inventado por ele. É partilhado por todos os organismos da Terra, tem pelo menos 3,5 mil milhões de anos, e une-nos desde sempre, apesar de só termos tido consciência disso no século XIX, quando Charles Darwin se lembrou de desenhar no seu caderno de apontamentos a primeira árvore evolutiva e escreveu por cima “I think”.

O evolucionista pensou, desenhou, teorizou. Adeus criacionismo e Adão e Eva, adeus teoria da geração espontânea. Olá evolução e primos chimpanzés. Ao longo do século XIX e XX a evolução continuou a ganhar argumentos. A demonstração das características hereditárias que Gregor Mendel fez com as ervilhas, a descoberta da cadeia dupla de ADN e a conclusão de que o código genético é quase universal, ou seja, que os organismos usam o mesmo dicionário para traduzir a informação que está no ADN para as proteínas, confirmaram o que a teoria de Darwin previa. (mais…)

 

Nasceu a primeira forma de vida artificial 21/05/2010

Uma bactéria, comandada por uma molécula de ADN sintético, conseguiu reproduzir-se da forma mais natural. O resultado, publicado na revista Science, tem aplicações e implicações – científicas e filosóficas – ainda em grande parte desconhecidas.

Na fotografia, as células, com uns 70 micrómetros de diâmetro, parecem diminutos ovos estrelados com a gema azul. Graças a isso, sabemos que não estamos a olhar para uns microrganismos quaisquer, mas para as bactérias criadas por cientistas no laboratório. Vida artificial, fabricada de raiz num pratinho de vidro, a partir dos seus componentes genéticos elementares.

A nova bactéria foi feita “a partir de quatro frascos de compostos químicos”, gosta de repetir Craig Venter nas entrevistas que tem concedido à imprensa (sob embargo) nos últimos dias. Com os seus colegas, o conhecido “caça-genes” norte-americano acaba de inaugurar oficialmente a “era da biologia sintética”. Cada um desses quatro “frascos”, entenda-se, contém uma das “letras” do “alfabeto” com que se escreve o ADN – A, T, G, C –, as moléculas de base que compõem esse grande livro da vida genético. (mais…)

 

Sequenciado primeiro genoma de um anfíbio 30/04/2010

O genoma da primeira espécie de anfíbio foi sequenciado. A rã Xenopus tropicalis tem entre 20 e 21 mil genes, dos quais 1700 são análogos a genes humanos relacionados com doenças.

“Quando se analisa os segmentos do genoma do Xenopus está-se a olhar literalmente para estruturas que têm 360 milhões de anos de idade e eram parte do genoma do último ancestral comum de todas as aves, rãs, dinossauros e mamíferos que caminharam pela Terra”, disse em comunicado Uffe Hellsten, primeiro autor do artigo que vai ser publicado amanhã na revista Science.

O investigador que liderou o projecto trabalha no DOE Joint Genome Institute, na Califórnia. A ideia do projecto nasceu em 2002 e reuniu o trabalho de 24 instituições e 48 investigadores. Como em todas as outras ocasiões em que se sequenciou o genoma de um organismo, este é o primeiro passo para um estudo mais aprofundado da genética desta rã.

Foto: A X. tropicalis à esquerda e a X. laevis à direita, esta usada como teste de gravidez em 1940.

“Agora começa o trabalho a sério”, disse em comunicado Jacques Robert, investigador doutorado que trabalha no Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. (mais…)

 

Cientistas detectam nova forma biológica de produzir oxigénio 30/03/2010

Até agora eram conhecidos três formas biológicas de se produzir oxigénio: a fotossíntese e outros dois regimes em que as células produzem oxigénio, normalmente para o seu próprio uso interno, recorrendo a enzimas que quebram substâncias que contenham oxigénio, como os cloratos.

Porém, recentemente foi descoberta uma bactéria capaz de produzir oxigénio através de um novo truque metabólico que lhe permite consumir o metano encontrado em sedimentos pobres em oxigénio, anuncia a “Science”.

Esta nova via  proporciona outras possibilidades para a compreensão de como e onde o oxigénio pode ser criado, sendo que, de acordo com Ronald Oremland, um geomicrobiologista americano que não está envolvido neste estudo, estes resultados poderão mesmo ter implicações na criação de oxigénio noutras partes do sistema solar. (mais…)

 

Inuk Tinha Olhos Castanhos e Uma Propensão Para a Calvíce 11/02/2010

Foi graças a um tufo de cabelo, conservado durante milénios no permafrost do Árctico, que uma equipa internacional de investigadores conseguiu, pela primeira vez, reconstituir 80 por cento do genoma de um ser humano pré-histórico e determinar alguns dos seus traços físicos, bem como alguns elementos da origem geográfica dos seus antepassados.

Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga, e os seus colegas, que publicam os seus resultados na revista Nature, baptizaram com o nome Inuk este velho humano – que os seus genes dizem ser do sexo masculino. Inuk, que viveu há uns quatro mil anos na Gronelândia, pertencia à cultura saqqaq, hoje extinta, conhecida como sendo a primeira a ter habitado aquela região do mundo. Trata-se de um povo sobre o qual pouco se sabe, porque pouco resta da sua cultura.

Os restos de cabelo – e também de osso – provêm da localidade de Qeqertasussuk. Mas, ironicamente, como conta também na Nature Rex Dalton, num perfil de Willerslev, não foi ele que os encontrou. O cientista já tinha procurado, em 2006, cabelos humanos no permafrost da tundra do norte da Gronelândia. Mas em vão. Qual não terá sido o seu espanto quando, dois anos mais tarde, deu com o cabelo de Inuk… numa cave do Museu de História Natural da Dinamarca, a escassos quarteirões de distância do seu próprio laboratório. Estava lá guardado há 20 anos. (mais…)

 

Uma Arma Contra Bactéria Resistente a Antibióticos 25/01/2010

Faz lembrar a medicina mágica do Star Trek, mas é bem real: uma equipa internacional, com cientistas portugueses, desenvolveu um método para fazer o retrato genético completo das bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (as temidas bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, contraídas em meio hospitalar, conhecidas pela sigla MRSA).

Consegue-se identificar não só a história da epidemia, os saltos que as bactérias deram entre continentes, como a viagem que fazem de pessoa para pessoa, de enfermaria para enfermaria.

O trabalho é relatado hoje, na revista Science, e tem na verdade duas partes. Uma tem por base a biblioteca de amostras de MRSA do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras, explicam Hermínia de Lencastre e Susana Gardete, co-autoras do estudo, a partir de Nova Iorque, da Universidade Rockefeller, a sua outra filiação. (mais…)

 

Genoma do milho revela que tem mais genes do que um ser humano 23/11/2009

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 3:56 pm
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O complexo genoma do milho, que tem mais genes do que o dos seres humanos (32 mil, quando o do homem ronda os 20 mil) acaba de ser sequenciado. Os resultados são hoje publicados na revista “Science” e em duas outras revistas científicas e podem ajudar a enteder a complicada história de um dos cereais mais cultivados.

O genoma do milho tem 2,3 mil milhões de pares de bases químicas que formam as cadeias de ADN, quando o dos humanos têm 2,9 mil milhões. Mas tem apenas dez cromossomas, em vez dos 23 dos seres humanos.

Cerca de 85 por cento dos segmentos de ADN do milho estão repetidos em diferentes pontos do genoma, o que complica o trabalho de sequenciação, sublinham os cientistas. “Sequenciar o genoma do milho foi como guiar por uma estrada sem nada à volta durante muitos quilómetros, avistando apenas postes de sinalização muito esporadicamente”, comentou Sandra Clifton, da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), a instituição que coordenou os esforços das várias equipas norte-americanas que participaram neste trabalho, publicado ainda nas revistas “Proceedings of the National Academy of Sciences” e Public Library of Science – Genetics”. (mais…)

 

 
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