BioGeogilde’s Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais -9º e Biologia Geologia-10º

Em 2050 as plantas começarão a florir ainda no Inverno 10/09/2009

PrimaveraNovo estudo prevê chegada da Primavera um mês antes

Dentro de 40 anos, o Inverno vai deixar de ser branco. Pereiras e cerejeiras, ranúnculos e gerânios deverão começar a florir no final de Janeiro, quando a estação do frio ainda não terminou. Pelo menos oficialmente. Um novo estudo concluiu que em 2050, a Primavera vai chegar um mês mais cedo do que é tradicional.

Malcolm Clark, da Universidade Monash (Austrália), e Roy Thompson, da Universidade de Edimburgo, olharam com atenção para os registos das plantas dos Reais Jardins Botânicos de Edimburgo (RGBE) desde 1850 e para os registos meteorológicos relativos a Edimburgo desde 1775. O seu estudo, noticiado hoje pelo jornal “The Guardian”, conclui que o “calendário botânico” já mudou para inúmeras espécies de plantas da colecção do RGBE, recolhidas ao longo de 150 anos em vários pontos do globo. Hoje, as plantas estão a florescer mais cedo porque as temperaturas estão, lentamente, a aumentar. Em zonas marítimas, por cada aumento de 1 grau Célsius, as plantas podem florir 16 dias antes. A culpa, dizem, é da subida das temperaturas médias das águas dos oceanos. (mais…)

 

Cientistas descobrem três novas espécies de coral no arquipélago das Galápagos 10/09/2009

Arquivado em: 11ºA, Notícias da Ciência — biogilde @ 10:59 am
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GalapagosBiodiversidade

 

Uma equipa de cientistas das universidades de Miami e de Southampton anunciou a descoberta de três novas espécies de corais no arquipélago das Galápagos, ao fim de um trabalho de três anos. A notícia foi publicada recentemente na revista “Galapagos Research”. 

A equipa, coordenada por Terry Dawson, da Universidade de Southampton, descobriu as espécies Pocillopora effusus, P. Inflata e a Pavona chiriquiensis.

Além destas três novas espécies, os investigadores encontraram a espécie Gardineroseris planulata que se acreditava extinta durante o fenómeno El Niño de 1997-1998. O trabalho de campo “redescobriu várias pequenas colónias, separadas, nas ilhas Darwin e Wolf”, explica um comunicado daquela universidade.

O projecto pretendeu apoiar o Governo do Equador na protecção dos recifes de coral das Galápagos, nomeadamente ao apresentar propostas sobre uma possível gestão sustentável, que não exclua actividades económicas como o turismo.

“Estes resultados podem melhorar muito o nosso conhecimento sobre o estado actual dos recifes das Galápagos e o seu valor para as comunidades locais. Isto abre a porta a novas medidas de conservação que protejam estes habitats valiosos”, comentou Dawson, no comunicado.

Os recifes de coral daquele arquipélago suportam centenas de espécies, muitas delas raras e endémicas. No entanto, a sua distribuição foi gravemente afectada por fenómenos climáticos extremos nos últimos 30 anos. Em 1982-1983, a passagem do El Niño causou uma redução da área de corais na ordem dos 95 por cento, salientam os autores do estudo. A causa foi a subida das temperaturas das águas.
10.09.2009 – PÚBLICO

 

Descobertas novas espécies de vermes marinhos que lançam bombas bio-luminescentes 21/08/2009

CoverPoss3Artigo publicado na “Science”
Um grupo de investigadores descobriu sete espécies que vivem nas profundidades oceânicas e que pertencem a um novo grupo de poliquetas, primos marinhos das minhocas. Muitas delas têm uma habilidade especial: lançam bolas verdes que brilham no escuro para, teorizam os investigadores, defenderem-se dos predadores.

A descoberta foi publicada num pequeno artigo na “Science”, por um grupo de investigadores do Scripps Institution of Oceanography, em São Diego, na Califórnia. Os vermes foram vistos pela primeira vez por aparelhos controlados remotamente que mergulharam a profundidades entre os 1800 e 3700 metros no Oceano Pacífico.

As sete novas espécies que pertencem aos anelídeos ( vermes com segmentos repetidos ao longo do corpo, que normalmente têm muitos pares de patas, onde se incluem as minhocas), têm entre os 1,8 e 9,3 centímetros e foram todas colocadas num novo género chamado Swima. A única espécie que já tem nome chama-se Swima bombiviridis, devido à capacidade de lançar bombas verdes. (mais…)

 

Investigadores portugueses dizem que canto das cigarras é gerador de novas espécies 17/08/2009

cigarraTrês estudos publicados em revistas internacionais com trabalho que dura há 20 anos

O processo evolutivo das cigarras enveredou fundamentalmente pela comunicação acústica e a diversificação dos seus cantos poderá estar na origem do aparecimento de novas espécies, segundo investigações de biólogos portugueses. Três estudos publicados em revistas internacionais da especialidade revelam novas características destes insectos, reconhecíveis pelos seus grandes olhos e pelo talento acústico dos machos nos dias de maior calor, cujo volume de som pode chegar aos cem decibéis.

São os insectos com maior esperança de vida, com algumas espécies, como as americanas, a viver 17 anos, mas passam 99 por cento do seu tempo a alimentar-se e a crescer debaixo da terra, de onde saem na fase de ninfa por algumas semanas, durante o Verão, apenas para se reproduzirem e morrerem. Durante o pouco tempo que passam à superfície, toda a sua energia é investida no acasalamento e na deposição de ovos em plantas herbáceas, referem os cientistas. (mais…)

 

Alterações climáticas estão a tornar peixes cada vez mais pequenos 21/07/2009

peixessConclusão de estudo do Cemagref
Os peixes das águas europeias perderam metade da sua massa corporal no espaço de algumas décadas, por causa do efeito das alterações climáticas, concluiu um estudo do instituto francês Cemagref, publicado hoje nos Estados Unidos.

Os investigadores deste instituto público especializado na gestão sustentável das águas e dos territórios estudaram as populações de peixes nos rios europeus, no Mar do Norte e no Mar Báltico.

A sua conclusão, publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, é que as diferentes espécies de peixes perderam em média 50 por cento da sua massa corporal nos últimos 20 ou 30 anos. Além disso, acrescentam, a massa total dos peixes que vivem nas águas europeias baixou 60 por cento.

As espécies mais pequenas tendem a assumir um lugar mais importante nos mares e nos rios, explicou o coordenador do estudo, Martin Daufresne.

Os investigadores já sabiam que as águas mais quentes são, geralmente, habitadas por espécies mais pequenas e que o aquecimento das águas afecta as migrações e os hábitos de reprodução dos peixes.

Mas o impacto na dimensão dos animais é “enorme”, estima Daufresne. Os peixes mais pequenos têm menos crias e constituem presas mais pequenas para os seus predadores, incluindo o homem, colocando assim consequências graves para a cadeia alimentar e para o ecossistema.

Daufresne conclui que a sobre-pesca não é a única razão para a diminuição do tamanho dos peixes. “O nosso estudo estabelece que a temperatura tem um grande papel”.

20.07.2009  PÚBLICO
 

As penas limitam o tamanho das aves? 17/06/2009

avesMais do que o peso que as impederia de levantar voo, o tamanho das aves parece estar relacionado com o tempo que demora uma muda de penas. É o que defende um artigo de especialistas do Burke Museum da Universidade de Washington publicado na revista PLoS Biology.

A primeira pergunta no comunicado divulgado ontem é: “Por que é que as aves não são maiores?”. O estudo norte-americano demonstra que a resposta está nas penas. À medida que vemos aumentar o tamanho de um animal o crescimento das penas não parece ser capaz de acompanhar o comprimento que seria necessário para um voo seguro, principalmente se tivermos em conta a necessidade de “manutenção” deste material. O que acontece é que as penas acabam por ficar “gastas” antes da esperada substituição. Não há tempo suficiente para esperar pela muda. Assim, é preciso adoptar diferentes estratégias de para diferentes tamanhos de aves. Até ao ponto em que já não há estratégia capaz de assegurar o voo.

Permanentemente expostas a raios ultravioleta e a decomposição de bactérias, as penas sofrem danos e, por isso, têm de ser substituídas com alguma periodicidade. As aves mais pequenas necessitam de um ou duas mudas anuais, durante as penas primárias (cerca de dez) fundamentais para o voo são substituídas sequencialmente, demorando cerca de três semanas cada uma. As espécies maiores recorrem a outras técnicas que podem implicar a substituição de todas as penas ao mesmo tempo ou uma grande parte delas e que envolvem um processo de dois ou mesmo três anos.

Os especialistas fizeram uma série de cálculos que incluem as variáveis do tamanho, comprimento das penas primárias e do peso da ave. Nas contas, tiveram em consideração o ritmo de crescimento das penas. Entre outras conclusões, dizem que seria necessário esperar até 56 dias para substituir um única pena primária numa ave de dez quilos. Detectadas algumas discrepâncias, os investigadores sublinham que para perceber as complexidades da engenharia de produção de penas será necessário estudar melhor a dinâmica e estrutura da zona de crescimentos destes preciosos instrumentos de voo.

Para já, os cisnes de 15 quilos serão os detentores do recorde de tamanho dos voadores. No entanto, ainda há memória de uma ave extinta que pesava aproximadamente 70 quilos chamada Argentavis que viveu na Argentina.

16.06.2009 – 14h49 PÚBLICO