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Cientistas descobrem três novas espécies de coral no arquipélago das Galápagos 10/09/2009

Arquivado em: 11ºA, Notícias da Ciência — biogilde @ 10:59 am
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GalapagosBiodiversidade

 

Uma equipa de cientistas das universidades de Miami e de Southampton anunciou a descoberta de três novas espécies de corais no arquipélago das Galápagos, ao fim de um trabalho de três anos. A notícia foi publicada recentemente na revista “Galapagos Research”. 

A equipa, coordenada por Terry Dawson, da Universidade de Southampton, descobriu as espécies Pocillopora effusus, P. Inflata e a Pavona chiriquiensis.

Além destas três novas espécies, os investigadores encontraram a espécie Gardineroseris planulata que se acreditava extinta durante o fenómeno El Niño de 1997-1998. O trabalho de campo “redescobriu várias pequenas colónias, separadas, nas ilhas Darwin e Wolf”, explica um comunicado daquela universidade.

O projecto pretendeu apoiar o Governo do Equador na protecção dos recifes de coral das Galápagos, nomeadamente ao apresentar propostas sobre uma possível gestão sustentável, que não exclua actividades económicas como o turismo.

“Estes resultados podem melhorar muito o nosso conhecimento sobre o estado actual dos recifes das Galápagos e o seu valor para as comunidades locais. Isto abre a porta a novas medidas de conservação que protejam estes habitats valiosos”, comentou Dawson, no comunicado.

Os recifes de coral daquele arquipélago suportam centenas de espécies, muitas delas raras e endémicas. No entanto, a sua distribuição foi gravemente afectada por fenómenos climáticos extremos nos últimos 30 anos. Em 1982-1983, a passagem do El Niño causou uma redução da área de corais na ordem dos 95 por cento, salientam os autores do estudo. A causa foi a subida das temperaturas das águas.
10.09.2009 – PÚBLICO

 

Desflorestação mantém a Amazónia pobre 12/06/2009

 
 amazoniaEstudo mostra ausência de desenvolvimento sustentado
 
A desflorestação da Amazónia é como uma onda. Quando está no seu auge, até melhora as condições de vida locais. Mas depois que passa, volta tudo a ficar como estava: pobre. Esta é o principal resultado de um estudo hoje divulgado na revista Science, liderado por uma investigadora portuguesa.

Foi a primeira vez que a bióloga Ana Rodrigues – ligada ao Instituto Superior Técnico, à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França) – se debruçou sobre o tema da Amazónia. “É um bom sistema de estudo”, afirma Ana Rodrigues, cuja principal área de investigação são as relações entre o desenvolvimento e a biodiversidade. “Ali, o desenvolvimento está a acontecer muito rapidamente”, justifica.

O estudo hoje publicado – em co-autoria com investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia, no Brasil – apresenta um retrato espacial do nível de vida de 286 municípios da região, em função do grau e intensidade da desflorestação.

Imagens de satélite permitiram classificar os municípios em sete categorias. Num extremo estão aqueles com floresta praticamente virgem. No outro, aqueles que já foram vítimas do abate generalizado de árvores no passado. No meio está a “fronteira” da desflorestação, ou seja, as regiões onde a agricultura e a pecuária, no momento da análise, estavam a avançar com mais força sobre o verde tropical.

O ano escolhido foi o de 2000, para o qual há abundantes dados sobre as condições de vida das populações. Como baliza, os investigadores escolheram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que agrega num só número a expectativa de vida, a literacia e o nível de vida, medido pelo rendimento per capita.

Os resultados apontam para um processo de boom e colapso, como uma bolha. O IDH dispara nos municípios por onde a onda da desflorestação está a passar. Mas depois cai progressivamente.

No final, quando já não há árvores para cortar, nem terra fértil para a agricultura, o IDH volta para um nível semelhante ao do princípio, quando a floresta era virgem. E o seu valor é substancialmente mais baixo do que a média do país.

“Não está a haver um desenvolvimento sustentado do nível de vida das populações”, afirma Ana Rodrigues. Embora a tese em si não seja nova, o estudo apresentou-a sob um novo ângulo analítico.

Não há uma explicação única para o facto de o IDH subir nas zonas de fronteira da desflorestação. A chegada de migrantes de outras regiões com melhores condições de vida pode ser um dos factores. Mas a razão mais provável, especula o estudo, estará no rendimento proporcionado pelos recursos naturais e no acesso ao mercado disponilizado por novas estradas.

Já a queda subsequente do IDH, segundo Ana Rodrigues, terá dois factores determinantes: o aumento da população e uma terra já esgotada e desprovida dos recursos naturais que antes a tornavam tão atraente.

Seis vezes a área de Portugal em 30 anos

Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta – mais de seis vezes a área de Portugal.

O recorde anual foi em 1995: 29 mil quilómetros quadrados de verde varridos do mapa. Um novo pico ocorreu já esta década, com 27 mil quilómetros quadrados devastados em 2004. De lá para cá, as áreas têm vindo a diminuir. No último ano, foram cerca de 12 mil quilómetros quadrados – quatro vezes a área ardida em Portugal em 2003.

12.06.2009 – 09h55 PÚBLICO

 

Dia Internacional da Biodiversidade 22/05/2009

biodiversityHoje 22 de Maio é o dia internacional da biodiversidade. A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.

Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Vamos ser activistas na defesa do ambiente ajudando a preservar a Biodiversidade.

Informa-te das espécies em risco. Consulta este link: http://www.wwf.pt/

Já construíste a tua baleia? Acede ao link: http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php

 

Há oito plantas em perigo crítico de extinção no país 18/05/2009

trevoNo Dia Mundial da Conservação das Plantas, os especialistas dizem que o País está a falhar na preservação dos recursos vegetais. Defendem a criação de um banco de sementes a nível nacional e a inclusão das espécies ameaçadas num Livro Vermelho de forma a assegurar a sua protecção. Portugal não está a cumprir a Convenção para a Biodiversidade.

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies “em perigo crítico” de extinção no Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo, que tem como objectivo contribuir para a sua preservação.

Hoje, Dia Mundial da Conservação das Plantas, os especialistas defendem que a inclusão das espécies ameaçadas num Livro Vermelho e a criação de um banco de sementes que salvaguarde os recursos genéticos vegetais são duas medidas essenciais para conservar a flora portuguesa.

Das oito espécies de plantas “em perigo crítico”, apenas sete existem em território nacional onde ocupam uma área de distribuição reduzida. São elas a corriola- -do-espichel, Linaria ricardoi, narciso-do-mondego, miosótis-das- -praias, diabelha-do-algarve, diabelha-do-almograve e o álcar-do- -algarve. Também em extinção está o trevo-de-quatro-folhas, que existe em vários países mas tem vindo a regredir em Portugal.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza (ICNB), Mário Silva, diz não estar previsto, para já, dar continuidade a este projecto de conservação, mas destaca que está a ser concluída uma lista de referência das espécies da flora portuguesa. A lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

A inexistência deste livro mostra que Portugal falha na conservação das plantas. Quem o diz são as especialistas Helena Freitas e Dalila Espírito Santo, responsáveis pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e pelo Jardim Botânico d’Ajuda, em Lisboa.

“Estamos na lista dos países que não cumprem a Convenção para a Biodiversidade porque nunca elaborámos um Livro Vermelho das Plantas, um documento essencial para identificar as espécies vegetais mais ameaçadas e desenvolver planos de gestão apropriados para a conservação no território nativo e fora dele”, assinalou Helena Freitas.

A nível europeu, só Portugal e a Macedónia não dispõem de um Livro Vermelho, diz Dalila Espírito Santo. A especialista criticou também a falta de apoios para a conservação de espécies fora do território nativo. Uma tarefa que compete, “essencialmente, aos jardins botânicos, através das colecções vivas ou dos bancos de sementes”.

Também neste caso Portugal negligencia os seus deveres. “É mais um incumprimento. Já devíamos ter criado um banco de sementes a nível nacional. Os que existem são pequenas iniciativas não concertadas, feitas com recursos avulsos”, afirma Helena Freitas.

O único banco de sementes de âmbito nacional, o Banco Português de Germoplasma Vegetal, é dedicado a espécies agrícolas com interesse alimentar.

A conversão das florestas em explorações agrícolas intensivas, incêndios, espécies exóticas e alterações climáticas são alguns dos factores críticos para a sobrevivência das plantas.

                                                                18-05-09 In Diário de Notícias