O complexo genoma do milho, que tem mais genes do que o dos seres humanos (32 mil, quando o do homem ronda os 20 mil) acaba de ser sequenciado. Os resultados são hoje publicados na revista “Science” e em duas outras revistas científicas e podem ajudar a enteder a complicada história de um dos cereais mais cultivados.
O genoma do milho tem 2,3 mil milhões de pares de bases químicas que formam as cadeias de ADN, quando o dos humanos têm 2,9 mil milhões. Mas tem apenas dez cromossomas, em vez dos 23 dos seres humanos.
Cerca de 85 por cento dos segmentos de ADN do milho estão repetidos em diferentes pontos do genoma, o que complica o trabalho de sequenciação, sublinham os cientistas. “Sequenciar o genoma do milho foi como guiar por uma estrada sem nada à volta durante muitos quilómetros, avistando apenas postes de sinalização muito esporadicamente”, comentou Sandra Clifton, da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), a instituição que coordenou os esforços das várias equipas norte-americanas que participaram neste trabalho, publicado ainda nas revistas “Proceedings of the National Academy of Sciences” e Public Library of Science – Genetics”. (mais…)
Genoma do milho revela que tem mais genes do que um ser humano 23/11/2009
É mesmo verdade:há água no pólo sul da Lua 14/11/2009
O regresso à Lua, abandonada desde que o último astronauta norte-americano pisou o seu solo poeirento, em 1972 (só algumas raras sondas a visitaram desde então), fora anunciado pelo Presidente George W. Bush em 2004, mas foi agora considerado um passo desnecessário, que o orçamento da NASA não comporta.
É a confirmação: no lado escuro da lua, nas crateras permanentemente obscuras do pólo sul, há muita água congelada. O choque do motor de um foguetão Centauro contra a cratera Cabeus, a 9 de Outubro, observado de perto pela sonda LCROSS da NASA, permitiu confirmar o que outros engenhos enviados até ao satélite natural da Terra tinham já sugerido com bastante certeza.“Estamos em êxtase”, disse Anthony Colaprete, cientista do projecto LCROSS, citado num comunicado de imprensa divulgado pela agência espacial norte-americana. (mais…)
A origem da nossa capacidade de falar poderá residir num único gene 12/11/2009
Geneticamente, somos muito parecidos com os chimpanzés. Mas há pelo menos uma coisa que nos distingue radicalmente desses nossos “primos”: nós falamos e eles não. Como é que essa profunda transformação surgiu ao longo da evolução?
Pouco se sabe ainda sobre os mecanismos biológicos da emergência da fala. Mas resultados publicados na edição de amanhã da revista Nature por Dan Geschwind, da Universidade da Califórnia, e colegas, sugerem que ela se deverá, em parte, à evolução de um único gene. Mais precisamente: o desenvolvimento da capacidade de falar nos seres humanos modernos, concluem os cientistas, terá começado com umas alterações num gene chamado FOXP2, surgidas depois de o nosso ramo evolutivo se ter separado do dos outros primatas.
Essas alterações no FOXP2, por sua vez, provocaram duas mudanças na proteína fabricada pelo gene, que terão desencadeado uma série de acontecimentos celulares no cérebro humano e levado ao desenvolvimento da fala. “O nosso estudo é o primeiro a analisar o efeito nas células humanas destas [alterações] na proteína FOXP2” diz Geschwind num comunicado. (mais…)
Cientista avaliam perigos vulcânicos nos Açores 04/11/2009
Os principais vulcões potencialmente activos nos Açores vão ser estudados durante os próximos três anos, num projecto de investigação que permitirá melhorar o sistema de resposta rápida em caso de erupção.
“Vamos estudar alguns dos vulcões mais importantes dos Açores e assim aumentar o conhecimento sobre o seu comportamento para melhorar o sistema de resposta rápida em caso de erupção”, disse Vittorio Zanon, coordenador científico responsável pelo projecto do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores, em declarações à agência Lusa.
Segundo o investigador, o estudo vai centrar-se nos vulcões das Sete Cidades (São Miguel), Pico e Flores e Caldeiras do Faial e da Graciosa. “São importantes vulcões em relação aos quais não temos muita informação do funcionamento do sistema em profundidade que possa ser utilizada em caso de possível reactivação da actividade magmática”, referiu. (mais…)
Investigadores portugueses caracterizam genoma do mexilhão das fontes hidrotermais 28/10/2009
Investigadores portugueses conseguiram fazer a primeira caracterização a nível mundial do genoma (transcriptoma) do mexilhão das fontes hidrotermais, permitindo criar a primeira base de dados sobre os genes deste animal, que vive no mar profundo.
“A criação desta base de dados, a primeira a nível mundial, é um grande salto evolutivo na investigação porque vai permitir perceber os mecanismos de adaptação do animal a condições extremas de sobrevivência”, afirmou o investigador Raul Bettencourt, em declarações à Lusa.
Os genes deste mexilhão foram identificados e caracterizados num trabalho que é o primeiro no mundo de sequenciação do genoma de um animal das fontes hidrotermais de ambiente marinho profundo, além de ser o primeiro em Portugal realizado num invertebrado. (mais…)
Investigadores portugueses caracterizam genoma inédito 21/10/2009
Investigadores portugueses conseguiram fazer a primeira caracterização a nível mundial do genoma (transcriptoma) do mexilhão das fontes hidrotermais, permitindo criar a primeira base de dados sobre os genes deste animal, que vive no mar profundo.
«A criação desta base de dados, a primeira a nível mundial, é um grande salto evolutivo na investigação porque vai permitir perceber os mecanismos de adaptação do animal a condições extremas de sobrevivência», afirmou o investigador Raul Bettencourt, citado pela Lusa.
A investigação desenvolvida pelo Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores permitiu a aquisição de novos conhecimentos que podem vir a ter aplicação em áreas como a biotecnologia ou a medicina.
Em causa está a possível descoberta de genes com elevado valor biotecnológico ou de proteínas com propriedades anti-microbianas, que são utilizadas pelo animal para se defender dos microorganismos do meio ambiente em que vive.
No centro das atenções dos investigadores está o Bathymodiolus azoricus, um mexilhão que vive no campo hidrotermal Lucky Strike, a cerca de 1.700 metros de profundidade, na região da crista médio-atlântica, a 200 milhas a sudoeste do Faial. (mais…)
Descoberta aranha gigante que faz teia com um metro diâmetro 21/10/2009
Uma nova espécie rara de aranha gigante que produz teias orbiculares com até um metro de diâmetro foi descoberta na África do Sul e Madagascar.
Em estudo publicado na revista científica PloS One, os investigadores anunciaram a descoberta da espécie Nephila komaci.
Apenas as fêmeas são consideradas gigantes, com corpo de 3,8 centímetros de diâmetro e as pernas até 12 centímetros de tamanho. O macho é considerado pequeno, com tamanho até cinco vezes menor. A teia pode ter até um metro de diâmetro. (mais…)
China: Cientistas encontram fóssil inédito de réptil voador 14/10/2009
Cientistas anunciaram ter encontrado fósseis de um réptil voador desconhecido, que teria vivido no nordeste da China há 160 milhões de anos, segundo um estudo publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the Royal Society B.
O animal foi baptizado de Darwinopterus, em homenagem ao naturalista britânico Charles Darwin, e pode ser uma prova de uma polémica teoria chamada evolução modular, segundo a qual, a selecção natural força a mudança rápida de várias características, e não apenas uma de cada vez.
Os darwinópteros eram criaturas parecidas com águias, cuja cabeça e pescoço se assemelham a pterodáctilos mais evoluídos. Já o resto do esqueleto se parece mais com o grupo primitivo.
Os 20 fósseis encontrados na China apresentariam semelhanças com pterodáctilos mais primitivos e mais evoluídos, que viveram entre 65 milhões e 220 milhões de anos atrás.
Até essa última descoberta, os cientistas conheciam dois grandes grupos de pterodáctilos: os primitivos, de cauda longa, e os mais evoluídos, de cauda curta. Entre eles, havia um vazio.
Os novos fósseis podem ser este «elo perdido» entre os dois grupos.
Com as suas mandíbulas longas e dentes pontiagudos, os animais pareciam ser mais bem adaptados à caça que outras espécies voadoras.
14 /10/09 Diário Digital
As células tronco são o futuro? 11/10/2009
Parece improvável, pelo menos num futuro próximo, que consigamos reconstruir-nos com células tronco. Mas sim está previsto que se consiga, em breve prazo, curar doenças até agora incuráveis, como o cancro, a diabetes ou o parkinson.
O tipo de acção que as células tronco podem realizar é, como é conhecido, especializar-se (converter-se) em qualquer um dos tipos celulares normais, podendo assim substituir células danificadas no organismo, como acontece nos casos das doenças antes referidas e de muitas outras.
O maior problema no desenvolvimento dos estudos com células tronco assenta no conflito ético que supõe a utilização fundamentalmente de embriões humanos para a obtenção de células tronco, sendo depois estes necessariamente desdenhados.
Isto supôs que George Bush, em 2001, proibisse nos Estados Unidos que se financiassem com fundos públicos federais as investigações com células tronco, o que contribuiu a travar o desenvolvimento destes estudos.
Surgia há uns dias uma alternativa que trazia a esperança a muitas pessoas que dependem de uma evolução nestas investigações para poder-se curar: Científicos da Escócia e do Canadá publicaram um estudo (ver no Washington Post), na revista Nature, no que expõem que descobriram um processo para converter de maneira segura outros tipos de células normais em células tronco. (mais…)




