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A importância dos cloroplastos na fotossíntese 20 de Abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Prof. Cristina Vitória @ 12:36
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Nas plantas superiores, as folhas são os órgãos fotossintéticos mais importantes, razão pela qual, na maioria das folhas, encontramos uma grande densidade de cloroplastos e, consequentemente, uma grande quantidade de pigmentos fotossintéticos.

cloroplastos_11

(Imagem Porto Editora)

Plastos – Organelos das células vegetais que em geral se encontram em número elevado. Os plastos, não considerando o núcleo, são as inclusões maiores da célula vegetal. Classificam-se em leucoplastos (quando não possuem cor) e (cromoplastos) quando têm cor. Os cloroplastos são de cor verde. Os plastos desenvolvem-se a partir de proplastidos, formações sem cor que se encontram nas células meristemáticas e nas células imaturas. Também podem ser originados por divisão de outros plastos.

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26 Responses to “A importância dos cloroplastos na fotossíntese”

  1. Letícia Diz:

    O que é clorofila ? Por que ela é importante para a realização da fotossíntese?

    AJUDA!

  2. biogilde Diz:

    Clorofila: A substância a que as plantas devem sua cor verde e que é um dos principais pigmentos captadores da luz é a clorofila. Além dela, existem outros compostos fotossintéticos como as ficobilinas, de cor azul ou avermelhada, ou os carotenóides, amarelados e responsáveis pelas cores purpúreas, vermelhas ou alaranjadas de muitas algas.
    A molécula da clorofila apresenta grande complexidade estrutural e compõe-se de diversos elementos como carbono, oxigénio, hidrogénio e azoto, mais um átomo de magnésio. Este último encontra-se unido a quatro átomos de azoto, que constituem uma série de anéis ou estruturas químicas fechadas, os núcleos pirrólicos. Existe ainda uma longa cadeia chamada fitol, que se forma como uma comprida cauda e é integrada, quase totalmente, por átomos de carbono e de hidrogénio.
    Diferenciam-se vários tipos de clorofila, cada um dos quais se encontra preferencialmente num determinado organismo vegetal. Assim, as plantas superiores dispõem dos tipos a e b, enquanto as algas vermelhas têm clorofila d e as bactérias fotossintéticas possuem uma molécula mais simples. A clorofila tem a propriedade de absorver energia luminosa e emitir um electrão de sua molécula, o qual é transferido para outros compostos e transportado para utilização na fase escura.
    Fase clara: A fase clara da fotossíntese verifica-se na presença da luz, pois é ela que fornece a energia necessária para que ocorra todo o processo. A energia luminosa quebra a molécula de água, formada por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio (H2O), e libera o hidrogénio componente, enquanto o oxigénio se desprende, reacção que se denomina fotólise da água. Os hidrogénios serão usados na formação de uma série de moléculas redutoras (passam electrões para outras), que mais tarde cedem o mesmo hidrogénio ao dióxido de carbono (CO2), na fase escura.
    Ao mesmo tempo, a luz chega à clorofila e faz com que desta se desprendam electrões, que passarão aos hidrogénios originados na fotólise da água por meio de uma cadeia de substâncias transportadoras.

    Na fase clara, portanto, prepara-se o material redutor (que cede electrões) necessário à segunda fase do processo fotossintético; produz-se oxigénio como resultado da quebra da molécula de água; e formam-se, graças à contribuição energética da luz, substâncias ricas em energia conhecidas como ATP (trifosfato de adenosina). Estas contêm átomos de fósforo e, quando se decompõem, liberam a energia nelas encerrada e possibilitam a ocorrência de reacções biológicas imprescindíveis à vida do organismo. O ATP pode ser considerado o combustível molecular dos seres vivos.

    Em algumas bactérias fotossintéticas, a fase clara não determina o desprendimento de oxigénio para o meio, já que contêm um tipo de clorofila diferente daquele que possuem as plantas superiores.

    Fase escura: Na ausência da luz, ocorrem no estroma do cloroplasto, diversas e complicadas reacções (o ciclo de Calvin), graças às quais se formam as moléculas de açúcares de que a planta necessita para viver. O carbono da molécula de dióxido de carbono (CO2), que o vegetal tira do ar, capta os electrões cedidos pelas moléculas redutoras presentes no cloroplasto e passa a fazer parte de uma molécula de pentose, açúcar de cinco átomos de carbono, que mais tarde se fracciona em duas moléculas, cada uma com três átomos de carbono.

    Esses últimos compostos sofrem uma série de modificações e, após sucessivos ciclos, formam uma molécula de glicose, açúcar de grande importância para o metabolismo de numerosos seres vivos. Como ocorre com todas as reacções produzidas nos organismos vivos, esses processos são regulados por diversas enzimas, compostos que possibilitam e aceleram a conversão de umas substâncias em outras.

  3. LAURA Diz:

    POR QUE O CLOROPLASTO E IMPORTANTE PARA A FOTOSSINTESE?

  4. biogilde Diz:

    Cara Laura,
    Os cloroplastos são um tipo de cromoplastos que contém pigmento chamado clorofila, que são capazes de absorver a energia eletromagnética da luz solar e a convertem em energia química por um processo chamado fotossíntese. Os cloroplastos são sacos cheios de clorofila.
    Ver o post “A importância da clorofila para a fotossíntese” na resposta dada à Letícia.

  5. Adriano Diz:

    Olá.

    Tu tens videos em portugues sobre cloroplasto para enviar por e-mail?
    Obrigado.

  6. biogilde Diz:

    Olá,
    lamento mas não te posso ajudar …é tudo em inglês ou espanhol.

  7. beth Diz:

    como é possivel a fotossintese sem cloroplastos nas ceano bacterias

  8. biogilde Diz:

    Olá Beth,
    isso é possível porque algumas bactérias não realizam fotossíntese mas quimiossíntese. Produzem os seus próprios compostos orgânicos, utilizando como fonte de energia a oxidação de compostos minerais. A quimiossíntese é um processo de autotrofismo alternativo à fotossíntese. Existem diversos tipos de bactérias capazes de realizar a oxidação de compostos minerais para obtenção de energia, podendo destacar-se as bactérias sulfurosas, as bactérias ferrosas e as bactérias nitrificantes do solo.

  9. cassia Diz:

    Por que enxergamos os vegetais clorofilados com a cor verde? Por que as plantas precisam de luz? e quais possiveis fatores poderiam interferir numa boa absor”cao de luz?

  10. biogilde Diz:

    Olá Cassia,
    1ª – O que confere a cor verde a maioria dos vegetais são pigmentos presentes no cloroplasto denominados clorofilas. Isto acontece porque estes pigmentos absorvem luz principalmente nos comprimentos de onda azul, violeta, vermelho e refletem a luz verde.
    2ª – A fotossíntese é o processo através do qual as plantas, seres autotróficos (seres que produzem seu próprio alimento) e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono e outros compostos(CO2), água (H2O) e minerais em compostos orgânicos e produzindo oxigênio gasoso (O2). A equação simplificada do processo é a formação de glicose: 6H2O + 6CO2 → 6O2 +C6H12O6. Já a equação não simplificada do processo é: 12H2O + 6CO2 → 6O2 +C6H12O6 + 6H2O.

    3ª – lamento mas não sei responder no momento…

  11. Lucelia Diz:

    Existe alguma semelhança entre a fosforilação oxidativa e a fotofosforilação? qual seria ela? e o que há em comum entre essas duas vias metabólicas?

  12. amanda Diz:

    A fotossintese seria alterada caso houvesse alguma deficiencia na sintese da clorofila? como isso aconteceria?

  13. biogilde Diz:

    Olá Lucélia,
    Fotofosforilação
    Refere-se ao processo de formação do ATP durante a fotossíntese. Também é conhecida como “fosforilação fotossintética”. A energia luminosa excita e desprende electrões da clorofila (ou outros pigmentos) existentes nos tilacóides dos cloroplastos das plantas. A energia associada com os electrões excitados se armazena no ATP, num processo que produz o ATP a partir do ADP e fosfato inorgânico.

    ADP + fosfato + luz → ATP (fosforilação fotossintética)
    Posteriormente, no estroma, a energia do ATP é utilizada para reduzir o CO2 em glicose, que pode ser utilizada na respiração da planta, produção de outras substâncias como, por exemplo, a celulose, ou ser armazenada na forma de amido em diversas regiões da planta (raízes, frutos, sementes).

    Fosforilação oxidativa
    A oxidação do alimento durante a respiração libera energia química potencial produzida no transporte de electrões na cadeia respiratória, realizada nas mitocôndrias, armazenada também na forma de ATP. O processo implica a fosforilação oxidativa de moléculas como glicose, ácidos gordos e outras.

    As moléculas do alimento são decompostas durante uma série de reacções e a energia liberada em certos estágios do processo é utilizada para produzir ATP em reacções de fosforilação.

    Alimento → CO2 + energia
    ADP + fosfato(Pi) + energia → ATP (fosforilação oxidativa)+H2O
    O ATP produzido é utilizado como reservatório e de energia, nas células, em diversas Actividades metabólicas.

    Nas plantas ocorrem a fosforilação fotossintética (na fotossíntese) e a oxidativa (na respiração), e nos animais apenas a oxidativa.

  14. biogilde Diz:

    Olá Amanda,
    Existem muitas formas que podem levar ao défice de produção de clorofila e como consequência também a taxa fotossintética. Basta para isso que faltem alguns elementos químicos essenciais no solo. Por exemplo:
    Azoto (N) – O azoto é componente de proteínas, clorofila e enzimas, É portanto um nutriente fundamentalmente responsável pelo crescimento vegetativo, Quando há falta de azoto, a planta torna-se verde amarelada, com queda prematura das folhas, não se desenvolvendo e nem produzindo satisfatoriamente, é um nutriente que pode ser aplicado via foliar quando necessário para estimular a vegetação das plantas, pois devido às grandes quantidades retiradas pelas culturas, é possível fornecer uma percentagem significativa pelas folhas.

  15. Gabriela Diz:

    quais sao os possiveis fatores que podem interferir numa boa absorção de luz?

  16. Ana Luíza Diz:

    quais os compostos presentes nos vegetais que estão relacionados com a bsorção de luz, e qual seu respectivo comprimento de onda?quais sao os fatores que podem interferir no ponto de compensação?

  17. biogilde Diz:

    Olá Laluiza,
    podes consultar este assunto no meu blog no post: “Pigmentos fotossintéticos e espectro de absorção luminosa” de 20/04/09.

  18. biogilde Diz:

    OLá Gabriela,
    este assunto é muito vago por isso não lhe posso responder. Provavelmente tem haver com o bom desenvolvimento e formação dos cloroplastos ou também com uma boa absoção dos elementos minerais que são fundamentais para a formação dos pigmentos fotossíntéticos.

  19. Helena Diz:

    Qual a relação entre luz e a ocorrência de cloroplastos?

  20. biogilde Diz:

    Olá Helena,
    podes obter resosta à tua questão num estudo que se encontra em: http://www.ibb.unesp.br/servicos/publicacoes/rbpm/pdf_v11_n1_2009/artigo10_p56-62.pdf

  21. Thais Diz:

    O surgimento das bactérias fotossintezantes foi um acontecimento crucial,na história da vida,com a inovação de seres capazes de sintetizar moléculas orgânicas e utilizando a energia solar.Contudo,a inovação no processo da fotossíntese,que foi fundamental para a evolução da vida e a expansão da Biosfera,aparece com as cianobactérias.
    Como posso explicar a fotossíntese das cianobactérias,que resultou na liberação de oxigênio e me explique porque foi estratégico para a preservação do processo,ao longo da história da vida.

  22. biogilde Diz:

    Olá Thais,
    penso que podes encontrar a tua resposta em : http://curlygirl.no.sapo.pt/monera.htm

  23. yasmin Diz:

    qual a semelhança entre a fosforilação oxidativa e a fosforilação fotossintética.

  24. biogilde Diz:

    Olá Yasmin
    Fotofosforilação
    Refere-se ao processo de formação do ATP durante a fotossíntese. Também é conhecida como “fosforilação fotossintética”. A energia luminosa excita e desprende electrões da clorofila (ou outros pigmentos) existentes nos tilacóides dos cloroplastos das plantas. A energia associada com os electrões excitados se armazena no ATP, num processo que produz o ATP a partir do ADP e fosfato inorgânico.

    ADP + fosfato + luz → ATP (fosforilação fotossintética)
    Posteriormente, no estroma, a energia do ATP é utilizada para reduzir o CO2 em glicose, que pode ser utilizada na respiração da planta, produção de outras substâncias como, por exemplo, a celulose, ou ser armazenada na forma de amido em diversas regiões da planta (raízes, frutos, sementes).

    Fosforilação oxidativa
    A oxidação do alimento durante a respiração libera energia química potencial produzida no transporte de electrões na cadeia respiratória, realizada nas mitocôndrias, armazenada também na forma de ATP. O processo implica a fosforilação oxidativa de moléculas como glicose, ácidos gordos e outras.

    As moléculas do alimento são decompostas durante uma série de reacções e a energia liberada em certos estágios do processo é utilizada para produzir ATP em reacções de fosforilação.

    Alimento → CO2 + energia
    ADP + fosfato(Pi) + energia → ATP (fosforilação oxidativa)+H2O
    O ATP produzido é utilizado como reservatório e de energia, nas células, em diversas Actividades metabólicas.

    Nas plantas ocorrem a fosforilação fotossintética (na fotossíntese) e a oxidativa (na respiração), e nos animais apenas a oxidativa.

    biogilde
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  25. kelly Diz:

    Plastos
    Classificação e estrutura dos plastos
    Plastos são orgânulos citoplasmáticos encontrados nas células de plantas e de algas. Sua forma e tamanho variam conforme o tipo de organismo. Em algumas algas, cada célula possui um ou poucos plastos, de grande tamanho e formas características. Já em outras algas e nas plantas em geral, os plastos são menores e estão presentes em grande número por célula.
    Os plastos podem ser separados em duas categorias:
    • cromoplastos (do grego chromos, cor), que apresentam pigmentos em seu interior. O cromoplasto mais freqüente nas plantas é o cloroplasto, cujo principal componente é a clorofila, de cor verde. Há também plastos vermelhos, os eritroplastos (do grego eritros, vermelho), que se desenvolvem, por exemplo, em frutos maduros de tomate.
    • leucoplastos (do grego leukos, branco), que não contêm pigmentos.
    Cloroplastos
    Os cloroplastos são orgânulos citoplasmáticos discóides que se assemelham a uma lente biconvexa com cerca de 10 mm de diâmetro. Eles apresentam duas membranas envolventes e inúmeras membranas internas, que formam pequenas bolsas discoidais e achatadas, os tilacóides (do grego thylakos, bolsa). Os tilacóides se organizam uns sobre os outros, formando estruturas cilíndricas que lembram pilhas de moedas. Cada pilha é um granum, que significa grão, em latim (no plural, grana).

  26. lidi Diz:

    Olá.
    Quais substâncias são produzidas nos cloroplastos e podem ser utilizadas nas mitocôndrias???
    obrigada.


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